Como funciona
Uma explicação sem jargão de como o sistema prevê a água.
O rio que bagunça o mar
O Rio Itapemirim desemboca em Marataízes e carrega barro, areia e sedimentos do interior. Quando chove no alto da bacia — às vezes a 200 km de distância — esse barro chega ao mar dias depois e deixa a água barrenta nas praias.
A turbidez (o quanto a água está suja de partículas) varia muito: num dia de calmaria após uma semana sem chuva, a água pode estar cristalina. Depois de uma chuvarada forte no interior, pode ficar barrenta por 3 a 7 dias.
Quanto mais perto da foz, mais rápido a turbidez chega.
Vento e ondas também importam
🌬️ Vento do Norte
Empurra a pluma de barro da foz em direção às praias. Piora a situação depois de chuvas.
🌬️ Vento do Sul
Afasta a pluma para longe das praias. Tende a limpar a água mesmo após chuvas.
🌊 Ondas fortes
Mexem o fundo raso e ressuspendem sedimentos. Aumentam a turbidez mesmo sem chuva.
🌡️ Temperatura da água
Indica massas d'água diferentes. Água mais fria geralmente sobe do fundo e pode trazer partículas.
O satélite que "vê" a sujeira
O satélite Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia passa sobre Marataízes a cada ~5 dias. Quando não tem nuvem, ele tira uma foto de altíssima resolução (10 metros por pixel).
Partículas em suspensão na água refletem a luz de forma diferente da água limpa. Analisando a intensidade de vermelho (banda B4) que o satélite capta, conseguimos estimar a turbidez em FNU — a mesma unidade de turbidímetros de laboratório.
Essas leituras reais de satélite são usadas para validar as previsões do modelo e, no futuro, para recalibrar automaticamente.
O modelo que prevê
Com 10 anos de dados históricos (2015–2024) — turbidez do satélite + meteorologia — treinamos um algoritmo chamado LightGBM para aprender os padrões: "quando chove X mm no interior e o vento é N com ondas de Y metros, a turbidez tende a ser Z FNU daqui 2 dias".
Open-Meteo
ERA5 / GFS
modelo
por praia
Todo dia às 06h, o sistema coleta os dados do dia e roda o modelo para os próximos 7 dias. As previsões mais distantes são menos confiáveis — por isso os gráficos ficam mais transparentes conforme o horizonte aumenta.
Como ler o índice
Água limpa (≥ 80)
Turbidez abaixo de ~10 FNU. Ótima visibilidade, ideal para mergulho e snorkel.
Água boa (60–79)
Turbidez entre 10–18 FNU. Melhor que a média da região, visibilidade levemente reduzida.
Água turva (40–59)
Turbidez entre 18–30 FNU. Água com cor de areia, visibilidade ruim.
Água barrenta (< 40)
Turbidez acima de 30 FNU. Água marrom, causada por muito sedimento em suspensão.
Por que erra às vezes?
Nenhum modelo é perfeito. Os principais casos de erro são: chuvas localizadas que os dados meteorológicos não capturam bem, ventos que mudam de direção rapidamente, e correntes marítimas sazonais. A página Precisão mostra os erros em tempo real.